7.12.16

A Menina que Roubava Livros








A história já começa surpreendente porque é narrada pela Morte, que por sua vez começa o livro se apresentando. Ela explica que subestima e superestima a raça humana, diz que é importante notar as cores do dia, curiosa com alguns de nós, ás vezes se interessa demais por alguém, como foi o caso da personagem Liesel Meminger. Ao longo da leitura, até parece que a morte tem sentimentos, mesmo não sendo humana. E o legal é que nos tornamos íntimas da narradora, imagine, a Morte como anfitriã!! De certa forma ela interage com o leitor e nos conta o porque do seu interesse por Liesel.



Liesel Meminger é uma menina com cabelos louros da cor dos limões, levada por sua mãe, comunista, até a cidade alemã de Molching, para deixá-la com uma família adotiva, mas no meio do caminho há um parada inesperada para enterrar seu irmão que morreu ao seu lado, dentro do trem. E é no cemitério que Liesel comete seu primeiro roubo. Um dos coveiros deixa cair um livro intitulado "Manual do Coveiro" e a partir daí recebe aulas de alfabetização de seu pai adotivo Hans Hubermann. Ao decorrer da história, Liesel conhece Rudy, seu amigo de aventuras e seu singelo primeiro amor. Rouba muitos livros da biblioteca da mulher do prefeito Ilsa Hermann, sua família adotiva abriga um Judeu no porão de sua casa e ela cria um laço de amizade muito forte com ele. Visto que a história é passada na Segunda Guerra Mundial, Liesel consegue perceber que os ideais do Fuhrer, não condizem com os mesmos dela e nem de sua família. Mas ainda assim, mantém sua aparência de nazista por medo do que pode vir a acontecer.

Em alguns momentos, o livro trás a leveza das crianças quando contada as aventuras de Liesel e Rudy, das suas leituras na biblioteca de Ilsa, quando seu pai toca acordeão ou na escola quando briga com um menino. Quando Rudy se pinta com carvão dizendo que quer se parecer com Jesse Owens, corredor negro que vence Hitler nos jogos Olímpicos, em certos momentos como esses esquecia que a trama se passada em meio a tragédias e terror.

O livro ainda conta sobre sobre os desfiles dos judeus pelas ruas indo para o campo de concentração,
conta sobre seu pai adotivo, Hans, que é convocado a se juntar ao exército alemão para lutar em nome de Hitler, fala sobre as várias tentativas incansáveis de Rudy, aquele saukerl imundo de conseguir um beijo de Liesel.

Em meados de Agosto de 1943, Ilsa Hermann que sempre esteve á par dos roubos de livros de sua biblioteca, decide levar um livro de capa preta até a rua Himmel e entregar á Liesel para que escreva sua própria história. E é Graças a este livro que Liesel sobrevive ao bombardeio em Molching, pois nesse momento ela escrevia no porão de sua casa. Logo após acordar em um lugar que não se parecia em nada com a rua Himmel, Liesel vai a procura de seus familiares e seu amigo Rudy e é nessa parte que a emoção toma conta. A Morte por sua vez, vê em meio a tragédia a oportunidade de se apossar do livro que Liesel estava escrevendo e deixou cair no chão para poder nos contar esta história incrível.

Essas atrocidades cometidas por nós seres humanos espantam até a Morte, que ao fim do livro deixa sua última nota:

"Os seres humanos me assombram" 

É uma leitura rica em detalhes e emoções. O tipo de livro que faz com que você tenha vontade de devorar o livro. A história não se resume só á isso. Existem outros personagens importantes, acontecimentos inesperados, tensos e alegres. É um dos livros que mais gostei de ler e o que mais me prendeu também.

Quem aí já leu A Menina que roubava Livros?


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